15 outubro 2010

GUTO LEITE RESENHA QUICHILIGANGUES

O poeta, músico e linguista mineiro Guto Leite, radicado em Porto Alegre por conta de um mestrado na UFRGS, publicou resenha do meu livro Quichiligangues no blog Trombone.

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14 fevereiro 2010

Sobre Quichiligangues, por Carlos Lopes

Sidnei Schneider conserva uma clareza de expressão e um domínio dos instrumentos poéticos verdadeiramente únicos. Além disso – e talvez seja o determinante – sua solidariedade com os demais seres humanos e recusa a um egocentrismo estreito, vazio e, sobretudo, chato, faz dele um artista mais do que relevante.

Há quem fale muito do suposto divórcio, sublinhado por Hegel na poesia alemã de seu tempo, entre a ética e a estética. No entanto, não é no poema em si que esse divórcio pode ser superado, mas no encontro da poesia com a vida - eis uma lição intensamente presente no primeiro livro de Sidnei, Plano de Navegação (Dahmer, 1999), e, agora, em seu segundo livro, Quichiligangues (Dahmer, 2008), lançado na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre.

O que quer dizer este nome estranho? Sidnei não é poeta de deixar obscuridades a afastá-lo do leitor. Pelo contrário, vê no leitor o seu semelhante. Na última página, esclarece: Quichiligangue s.f. Insignificância, bagatela.

É, portanto, um poeta que não se contenta com o vocabulário de cada dia – onde as palavras acabam gastas em seu significado. Assim são as suas bagatelas, em que se sente, ao lê-las, aquilo que se chama prazer estético – o sinal da verdadeira obra de arte.

Alguém, parece que Flaubert, definiu a literatura como a luta contra o lugar-comum. Poderia ser uma conceituação precisa da poesia de Sidnei, onde jamais encontramos solução fácil para o poema – aquela em que o extremo exemplo é a caricatural rima de bosque com quiosque, mas que, em fórmulas menos ridículas, costumam infestar determinados livros de poesia.

Não é um poeta que tem aparente facilidade em fazer o poema. Pelo contrário, ele não concede espaço para o automático. Em cada linha o esforço do fazer é uma marca, um registro típico do seu poema.

Poderíamos apontar também como Sidnei se apropriou de determinadas conquistas da poesia moderna – Eliot, Pound, Rilke, Valery - sem resvalar para o solipsismo (o “eu sozinho”) que matou tantos dos poetas que seguiram essa vertente.

Porém, melhor será que o leitor comprove se estamos ou não exagerando. Em caso de dificuldade em encontrar o livro – a distribuição de livros no Brasil ainda não entrou no PAC do presidente Lula – basta pesquisar na internet.


Carlos Lopes é jornalista, escritor e psiquiatra em São Paulo. Autor de “Cão”, poemas, Rio, 1968; “Jacques Monod e o determinismo”, ensaio, Rio, 1972; “Princípios gerais em psicoterapia”, Recife, 1980; “Noigandres é uma noz grande”, ensaio, Fortaleza, 1987; “A voz interior em José Alcides Pinto”, ensaio, Fortaleza, 1989; “Brasil, uma interpretação histórica”, São Paulo, 1998; “Desafios éticos atuais na psiquiatria”, Brasília, 2001. Texto publicado no jornal Hora do Povo, por ocasião do lançamento do livro em 2008, sob o título "Encontro da poesia com a vida em novo livro de Sidnei Schneider".

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11 fevereiro 2010

ENTREVISTA PARA O JORNAL VAIA

'A edição 28 do jornal VAIA, agora com 10 anos de existência, traz entrevistas com Almicar Bettega, Ricardo Silvestrin e Sidnei Schneider. Contos da portuguesa Patrícia Reis e de Marcelo Benvenutti. Poemas de Ana Mariano, Lau Siqueira e Sylvia Plath. Resenha de Luiz Horácio para livro de Ítalo Ogliari. E muito mais.'

Minha entrevista a Fernando Ramos, posteriormente editada sem as perguntas, pode ser lida na edição diagramada do VAIA em pdf. Ou abaixo, com elas e o título dado pelos editores.

AS NINHARIAS DE UMA POÉTICA RIGOROSA

Sidnei Schneider,
poeta e ficcionista, autor de “Quichiligangues”, Editora Dahmer, 2008.

Fala um pouco da tua trajetória de vida e de poeta, contista e tradutor.

Minha primeira língua não foi o português, mas o alemão. Cresci em Santa Maria, ao lado do matriarcado de pindorama, enorme terreno de casas favelizadas. Queria ser químico, explodi a casa sem querer. Gostava de explorar cascatas e cavernas. Entrei nas artes via Grupo Porão de Teatro. Cursei Engenharia Florestal, algumas cadeiras de Artes Cênicas. Entrei na luta contra a ditadura, e por conta disso vim para Porto Alegre. Fiz longas viagens de aventura. Li Robinson Crusoé aos oito anos, muito gibi, e uma biblioteca pública infantil. A seguir, José de Alencar, Simões Lopes Neto, Edgar Allan Poe, Franz Kafka, Julio Cortázar, Manuel Scorza, James Joyce. A poesia veio com Ferreira Gullar. Escrevi o primeiro poema após assistir o anúncio da bomba N, que destruía apenas os seres humanos, não as construções. De modo artesanal, publiquei Poemas 1987-1992, bastante vanguardeiros, pelo menos de acordo com a concepção concretista de mundo. Outros três livrinhos enfeixaram-se em Plano de Navegação, de 1999, com dicção mais popular. Em jornais e revistas, saíram artigos, colunas, poemas e traduções. E lancei Quichiligangues em 2008. Ainda vou anexar Traduções, de 1994, com poetas de diferentes línguas, a um projeto de Poesia Traduzida. A tradução de Versos Sencillos, de José Martí, saiu em 1997. Depois, tradução e lingüística no curso de Letras da UFRGS. Com a prosa, iniciei nos anos 90, e há contos em jornais e antologias.

Qual o teu poeta referencial?

Não tenho um eleito. Cabral, Drummond, Bandeira, Gullar. Citaria Gilka Machado, Cecília Meireles, Iracema Macedo. Mais Oliveira Silveira, Nei Duclós, Marcus Acciolly. Os novíssimos, meus amigos, entre o acerto e a perdição. Fernando Pessoa e Gonçalo Tavares, Baudelaire e Rimbaud, Maiakóvski e Khlébnikov, Po Chu-yi e Li Tai Po, Dante e Leopardi, Borges e Benedetti, Walt Whitman e William Carlos Williams, Arakida Moritake e Takashi Arima, Agostinho Neto e Manuel Guedes dos Santos Lima, Emily Dickinson e Elisabeth Bishop, Nicanor Parra e Nicolas Guillén, William Blake e T.S.Eliot, Göethe e Brecht, Homero e Kaváfis, etc.

A tua poesia é pra provocar o que no leitor?

Uma reação, seja ela qual for. Gostaria de propiciar um modo de sentir, independente do que trate o poema, que servisse para outros momentos. Se der, alguma reflexão. Prazer estético, enfim. Tudo ao mesmo tempo. Mas conseguir isso não é tão simples.

Valéry diz que um poema nunca é concluído, apenas abandonado. Como é o teu processo, entre conceber e finalizar um poema?

Parto de alguns versos concebidos antes da escrita. Trabalho e retrabalho muito, várias horas seguidas no primeiro dia. Continuo, antes e depois da gaveta. Reviso diante de qualquer possibilidade de publicação, e até depois. O limite é quando digo, vai ficar assim porque pertence a uma época tal.

Pra ti como é que acontece o movimento da criação, desde a tua expressão vital no mundo até o milagre da palavra?

Bem, não tem milagre, é trabalho mesmo. Pode nascer do acaso, de uma motivação qualquer, ou de uma situação planejada. Mas planejada como expressão de um desejo. Gostaria de escrever um poema assim, ou sobre tal tema, ou com tal forma. Um conto ou poema que refletisse humor, ou horror e piedade como queria Aristóteles, ou instigasse a um posicionamento. Isso não fica na memória imediata, só percebo que realizei um desejo quando estou com o texto diante dos olhos, após meses. Mas poemas e contos nascem de infinitas maneiras, e ler é essencial.

Quichiligangues, de onde veio esse título? Parece um neologismo.

É uma palavra já existente na língua portuguesa. Um dos meus dicionários acabava caindo sempre na página que a continha. Ela tem um balanço, uma cadência, algo assim como paralelepípedo, que também é uma palavra que dança. Vem da língua banto, segundo o compositor Nei Lopes, estudioso das línguas africanas, e pode ser escrita com xis. O sentido está ligado a insignificâncias, ninharias. No fundo, é uma brincadeira irônica, tentativa de chamar a atenção para o gênero poesia, com pouca atenção crítica da mídia. Enfim, tento tirar do ostracismo uma palavra saborosa da nossa língua.

O nome do livro indicaria uma disposição de falar das coisas pequenas, onde se encontra o poético, as quinquilharias, à maneira de um Manoel de Barros ou Paulo Leminski?

Não trato de coisas pequenas, necessariamente. Drummond perguntava, Como fugir ao mínimo objeto, ou recusar-se ao grande? A poesia pode tratar de um detalhe ou ser a épica de um mundo. O importante é que o universal e o particular se articulem. Jane Tutikian, que assina as orelhas, mostra que alguns poemas fazem ponte com a cultura grega para trazer reflexões sobre nossa época. E fala do interesse pela água: o rio a ser atravessado, a tina de água quente onde se dá o amor, a enchente que traz a morte. E há algo sobre ter a visão e não ver, ou o seu simétrico, que é ser cego e ao mesmo tempo sábio. E o tema da música, em instrumentos menos óbvios. Vai do amor à luta de boxe.

E como foi o trabalho de seleção e edição dos poemas?

Escrevo muito e apresento pouco. Então a seleção é sempre trabalhosa. Levo quase um ano para montar um livro, mesmo um como esse, de poucos poemas. Mas quem vai julgar são os leitores e a crítica do tempo.

Queria que você falasse sobre o poema “Tirésias”, mas também sobre o significado da poesia e da arte. Tu achas que a poesia – a literatura em geral – consegue iluminar a realidade e provocar reflexão, enfim, sacudir o marasmo da vida cotidiana?

Alguém quer saber como é a vida de um cego, mas vem com muita superioridade. O poema joga com essa situação. No plano geral, a literatura e a poesia mexem com as pessoas, sim. A arte tem uma função, se não tivesse não existiria. Se a gente pensar em perspectivas históricas, a arte sempre ajudou o ser humano a viver. Fortalece aquilo que nos liga uns aos outros, busca tornar o mundo habitável. Por isso, a poesia e a arte são tão críticas.

A figura do poeta provoca uma indagação: o poeta é o sujeito que faz a crítica sempre ou sintetiza os valores que devem ser importantes para a humanidade?

Quem tem amor a algo, odeia o seu exato oposto. Poesia é crítica, exaltação e indagação do mundo e de nós mesmos, do coletivo humano, da nossa experiência sobre a terra.

Com relação à forma dos poemas do livro.

Já joguei muito napalm na palavra, seguindo a senda do poeta adraugnav, que é vanguarda de trás para frente, principalmente no primeiro livreto, de 1992. Hoje estou mais amplo, posso usar a terza rima dantesca em Elegia da cantora de ópera, poema que a exigia, ou buscar a nasalização do verso, pouco conhecida.

Há em São Paulo, em outras cidades do país, e aqui no RS, cursos de formação de escritores. Acreditas na legitimidade desse tipo de curso? Na tua opinião, as pessoas interessadas em iniciar uma carreira literária podem se beneficiar da metodologia da educação formal e institucionalizada?

Faço o exercício de não subestimar nem superestimar nada. Quem não tem um desejo inexpugnável de ler e escrever, predisposição de dar a cara a tapas, e alguma coisa que possa se chamar de talento, vai morrer na praia.

Acompanha a entrevista o poema
Tirésias.

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10 janeiro 2010

UNEB VEÍCULA 'DE COMO LIDAR COM RIO'

A Universidade do Estado da Bahia, através do site MultiCiência, publicou o poema De como lidar com rio, dia 08. Jan. 2010, o que muito me honra. O poema está no livro Quichiligangues, de 2008.

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03 janeiro 2010

VÍDEO POEMA 'DE COMO LIDAR COM RIO'



Poema lido durante o programa Autores & Livros, da TV Assembleia, no qual Dilan Camargo entrevista cada autor por 30 minutos. Foi ao ar no dia 29.nov.2009, com algumas reprises. Um outro poema meu, traduzido para o catalão, foi lido pelo apresentador: Trigal.

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19 novembro 2009

PORTA (ÀS PESSOAS DESCONHECIDAS DA INTERNET)



Filmado por Liége 'Lili' Ferreira para o Câmara de Ecos, blogue de vídeos de poesia. Produção do blogueiro Fernando Ramos, editor do jornal Vaia. O poema Porta pertence ao livro Quichiligangues (Porto Alegre: Dahmer, 2008).

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17 novembro 2009

PROFESSOR OPINA SOBRE QUICHILIGANGUES

O professor, poeta e contista Cícero Galeno Lopes emitiu sua opinião sobre meu livro de poesia Quichiligangues, o que muito me honra. Licenciado (UCPel), Mestre (PUCRS) e Doutor (UFRGS) em Letras, é professor titular, pesquisador e integrante da equipe do Projeto Mestrado Unilasalle/RS. Como docente, atuou também na PUCRS e na UFRGS.

"Impressiona, meu caro poeta, a força expressiva dos versos que compões. Especialmente, em Quichilingangues, impressionam tua lida com o rio, teu Prometeu e tua montanha-eternidade. O rio mantém Heráclito de olhar móvel; Prometeu não está acorrentado, tampouco está afastado do tempo: está presente no presente com perspetivas imediatas; teu Recomeço é um pouco Sísifo, mas, principalmente, a cobra guarani, que mantém o passado no presente, num tempo que se reconstitui sempre um pouco diverso. Grato pela experiência dessa leitura."

Cícero Galeno Lopes

http://www.cicerogalenolopes.com/
Recomendo, no site acima, a leitura do poema A Chuva, excelente.

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16 setembro 2009

JANE TUTIKIAN ANALISA "QUICHILIGANGUES"

A escritora Jane Tutikian, professora da Univer- sidade Federal do Rio Grande do Sul e doutora em Literatura Comparada, escreveu a apresentação de Quichiligangues, meu livro de poesia lançado em 2008. Atuando na área de Literatura Portuguesa, dedica-se à obra de Fernando Pessoa e poetas portugueses e africanos. Entre mulheres (WS, 2005), livro de contos, e Fica ficando (Edelbra, 2007), novela juvenil, estão entre suas últimas publicações. Recebeu os prêmios Jabuti, Açorianos e Tibicuera.

UM POETA DIFERENCIADO

Quem sabe/ sabe o quê?
S.S.

Quichiligangues é o segundo livro de poesias publicado de Sidnei Schneider, o primeiro foi Plano de Navegação (Dahmer, 1999). Não se pense, entretanto, que, por ser apenas o segundo, se está diante de um poeta iniciante, à procura de um caminho. Não! Está-se, isso sim, diante de um desses poetas que já nascem maduros, o primeiro livro já mostrava isso, e, por isso mesmo, aqui se reafirma um poeta diferenciado.

Em Schneider, não há a pressa da poesia fácil que desliza sobre superfícies frágeis e transitórias, tão comum no nosso tempo. Ao contrário, sem medo do modismo contemporâneo, como a cantora de ópera, sua poesia emerge da sensibilidade do homem, da inquietação estética do poeta, do conhecimento do mundo mitológico do bacharel em Letras. Esta é a fórmula de construção de Quichiligangues.

Abre o livro o belíssimo “De como lidar com rio”. Ao resgatar essa metáfora universal da vida, o poeta faz uma fala delicada e firme a este tempo, caracterizado pelo individualismo, pela descrença nos valores simples, pela destruição inconseqüente em nome de um viver feito de paradigmas relativos. Eis seu alerta: Não é pisando em peixes/ que conseguiremos atravessá-lo ou ponte não nos dará conhecê-lo. E, sabiamente, como todo o grande poeta, Schneider não impõe verdades: semeia dúvidas, incertezas, os talvez-caminhos: Com os braços dar forma/ ao nosso sonho de asas? Ou, quem sabe, De dentro domá-lo para sempre/ com um simples remo? A temática da água volta em “Oceaníade” e “Poema de inverno”, “Elegia da cantora de ópera” e “À modelo-vivo”. Todos da mesma qualidade.

“Tirésias” inaugura um outro tema recorrente do livro e preocupação essencial do poeta: ter a visão e não ver. Ele também está lá, de forma sutil, em “Os boxeadores”.

A tentativa de diálogo com a porta e o apelo desesperado do final: Fala! é o grito da incomunicabilidade e da solidão do amor, das pessoas, do mundo. O único mutismo quedo e exato que no vento produz carícias é o da evocação de Carlito.

“Descanso” e “Recomeço” dialogam entre si, feito exposição de desumanização, mas não há lugar para a desesperança na poesia de Sidnei Schneider, a desesperança não o [o trabalhador] adoece. “Ganha pão” se instaura também neste eixo temático, assim como “O bandônio”: agora quero alegria/ agora quero dançar/ mas cadê o bandônio!

A contemporaneidade ainda é vista crítica e delicadamente em “Cerâmica” ou em “Quem é que sabe?”, mesmo porque, se pergunta o poeta, Quem sabe,/ sabe o quê?

“Prometeu” é, sem dúvida, a síntese do fazer poético de Sidnei Schneider em Quichiligangues. Prometeu significa aquele que premedita, evoca aquele que, na mitologia, consegue, com habilidade, enganar Zeus. Aí, anuncia o poeta: Agrada-me o chegar perto do fogo,/ no tão próximo onde se desfazem/ as certezas, amo o gesto e o risco,/ a aventura do fogo. De fato, Quichiligangues é a aventura do fogo, é o risco da aventura, o desfazimento das certezas. É onde reside o prazer de sua leitura: na inquietação semeada no leitor. E quem há de negar que este é o melhor do melhor da poesia? Fecha-se o livro. Continua-se Quichiligangues.

JANE TUTIKIAN, junho 2008

Comprar Quichiligangues (envie e-mail que indico a conta, só 20 pilas, incluído o correio)

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12 abril 2009

VÍDEO ALEGRIA DA INFLUÊNCIA

17 outubro 2008

LIVROS DE SIDNEI SCHNEIDER - COMPRAR

Nome do livro: Quichiligangues
Autor: Sidnei Schneider
Gênero: Poesia
ISBN 978-85-900941-2-8
Edição: Dahmer (Porto Alegre,RS, Brasil)
Ano: 2008
Nº de Páginas: 64
Medidas: 12 x 18 cm
Obs.: Orelhas, Prefácio, Nota sobre o autor
Preço: R$ 20,00

Envie seu pedido especificando o(s) título(s)
e o número de exemplares desejado(s),
bem como o nome da sua cidade,
e você receberá instruções
para efetuar o pagamento
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Nome do livro: Plano de Navegação
Autor: Sidnei Schneider
Gênero: Poesia
ISBN 85-900941-1-1
Ano: 1999
Edição: Dahmer (Porto Alegre, RS, Brasil)
Nº de páginas: 96
Medidas: 14 x 21 cm
Obs: Poemas 1987-97, Orelhas,
Nota sobre o autor
Preço: R$ 20,00

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Título do livro: Versos Singelos
Título original: Versos Sencillos
Autor: José Martí (Cuba, 1853-1895)
Gêneros: Poesia, Tradução de Poesia,
Biografia e Crítica Literária
Edição Bilíngue: Espanhol/Português
Tradutor: Sidnei Schneider
Prefácio Biobliográfico: Carlos Lopes
Posfácio: Sidnei Schneider
Ano: 1997
Nº de páginas: 184
Medidas: 12 x 18 cm
Obs: Inclui notas biográficas, históricas e tradutórias,
letra da música Guantanamera e Bibliografia utilizada.
Preço: R$ 20,00


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15 outubro 2008

REVISTA APLAUSO: QUICHILIGANGUES

Revista Aplauso, Porto Alegre, Out. 2008,
Livros, Tailor Diniz, p. 49


Ver Clipagem dos jornais

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06 outubro 2008

PROMETEU


















Agrada-me o chegar perto do fogo,
no tão próximo onde se desfazem
as certezas, amo o gesto e o risco,
a aventura do fogo, e tanto mais
se for para roubá-lo de Zeus pai.

Sidnei Schneider
do livro Quichiligangues

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23 setembro 2008

VÍDEO DE OCEANÍADE


Atriz Letícia Schwartz diz o poema Oceaníade, do meu livro Quichiligangues, no evento Alegria da Influência, organizado pelo jornal Vaia, com apoio da revista MaisUmasCoisas, na Palavraria, em Porto Alegre. Participamos, eu e o dramaturgo e contista Jorge Rein, com entrevista, leitura e comentários mútuos, em 06 Set 2008, sendo que no final houve pocket show do compositor Otávio Segala. Filmado com celular pela poeta Laurene Veras.

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16 setembro 2008

QUICHILIGANGUES: CLIPAGEM LANÇAMENTO


Clique nas imagens para ampliar

Jornal do Comércio, 03[1].09.2008, Caderno Panorama, pg8



Zero Hora, 03[1].09.2009, Segundo Caderno, pg05



O Sul, 03[1].09.2008, Magazine, pg08


Correio do Povo, 03[1].09.2008, Arte&Agenda, capa



Jornal do Comércio, Caderno Viver_5,6e7setembro, pg10


Hora do Povo, 05[1].09.2008, p.08

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11 agosto 2008

LANÇAMENTO QUICHILIGANGUES - 03.SET.

Clique na imagem para ampliar

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13 abril 2005

DE COMO LIDAR COM RIO



Represar um rio é impossível.
O rio insulta a barragem.

Se sustém uma folha calma de lago,
amplia suas pernas de Heráclito.

Veloz, recortará efígies das escarpas
e nas curvas fará ondas de mar.



Mas se segue da nascente à foz,
na outra margem é que está a flor.

Não é pisando em peixes
que conseguiremos atravessá-lo.

Largo, pinguela nele não cabe,
ponte não nos dará conhecê-lo.



Não seria sábio auscultar
o diário vaivém dos pássaros?

Com os braços dar forma
ao nosso sonho de asas?

De dentro domá-lo para sempre
com um simples remo?


Sidnei Schneider
do livro Quichiligangues

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