GUTO LEITE RESENHA QUICHILIGANGUES
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A idéia é expor poemas e traduções de poesia toda vez que eu regar meus cactos e a zamioculgas africana.
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Há quem fale muito do suposto divórcio, sublinhado por Hegel na poesia alemã de seu tempo, entre a ética e a estética. No entanto, não é no poema em si que esse divórcio pode ser superado, mas no encontro da poesia com a vida - eis uma lição intensamente presente no primeiro livro de Sidnei, Plano de Navegação (Dahmer, 1999), e, agora, em seu segundo livro, Quichiligangues (Dahmer, 2008), lançado na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre.Marcadores: Crítica, Quichiligangues
O professor, poeta e contista Cícero Galeno Lopes emitiu sua opinião sobre meu livro de poesia Quichiligangues, o que muito me honra. Licenciado (UCPel), Mestre (PUCRS) e Doutor (UFRGS) em Letras, é professor titular, pesquisador e integrante da equipe do Projeto Mestrado Unilasalle/RS. Como docente, atuou também na PUCRS e na UFRGS.Marcadores: Crítica, Quichiligangues
A escritora Jane Tutikian, professora da Univer- sidade Federal do Rio Grande do Sul e doutora em Literatura Comparada, escreveu a apresentação de Quichiligangues, meu livro de poesia lançado em 2008. Atuando na área de Literatura Portuguesa, dedica-se à obra de Fernando Pessoa e poetas portugueses e africanos. Entre mulheres (WS, 2005), livro de contos, e Fica ficando (Edelbra, 2007), novela juvenil, estão entre suas últimas publicações. Recebeu os prêmios Jabuti, Açorianos e Tibicuera.
Abre o livro o belíssimo “De como lidar com rio”. Ao resgatar essa metáfora universal da vida, o poeta faz uma fala delicada e firme a este tempo, caracterizado pelo individualismo, pela descrença nos valores simples, pela destruição inconseqüente em nome de um viver feito de paradigmas relativos. Eis seu alerta: Não é pisando em peixes/ que conseguiremos atravessá-lo ou ponte não nos dará conhecê-lo. E, sabiamente, como todo o grande poeta, Schneider não impõe verdades: semeia dúvidas, incertezas, os talvez-caminhos: Com os braços dar forma/ ao nosso sonho de asas? Ou, quem sabe, De dentro domá-lo para sempre/ com um simples remo? A temática da água volta em “Oceaníade” e “Poema de inverno”, “Elegia da cantora de ópera” e “À modelo-vivo”. Todos da mesma qualidade.Marcadores: Crítica, Quichiligangues